Quem Disse? — Jogo de citações marxistas

Quem Disse?

10 citações sorteadas. Marx, Lênin, Rosa, Florestan, Gramsci. Você sabe reconhecer?

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Uma citação por rodada, total de 10.

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Escolhe entre 3 autores possíveis.

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Vê obra, fonte e contexto na revelação.

Jogo educativo. Citações reais com fonte na revelação. Não é doutrinação — é mostrar o que cada autor escreveu.

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Disclaimer completo

Este é um jogo educativo do Jovem Comunista. Todas as citações apresentadas são trechos reais de obras publicadas pelos autores indicados, com referência completa na revelação de cada rodada.

O objetivo é didático e cultural: estimular o reconhecimento da tradição do pensamento crítico e o interesse pelas fontes originais. Não substitui a leitura completa das obras, e nenhum acerto ou erro neste jogo qualifica ou desqualifica ninguém como militante — é literatura, não certificado.

Atribuições conjuntas (como Marx + Engels) seguem a obra original. Quando a tradução popular difere do texto editado, optamos pela versão academicamente reconhecida.

Sugestões e correções: contato@jovemcomunista.com.

Aviso: este é um jogo educativo do Jovem Comunista. As 30 citações disponíveis são trechos reais de obras publicadas, com fonte indicada na revelação de cada rodada. O objetivo é didático — estimular leitura crítica das obras originais, não substituí-las.

Quem Disse? Jogo de citações para reconhecer Marx, Lênin e a tradição marxista

Você lê uma frase de impacto na internet, acha que sabe quem escreveu — e descobre que era outro autor. Acontece o tempo todo: a memória política popular embaralha Marx com Lênin, atribui frases inventadas a Rosa Luxemburgo, faz Florestan dizer coisa que ele não disse. O Quem Disse? é um jogo educativo do Jovem Comunista que coloca essa intuição à prova com 30 citações reais, sorteadas em rodadas de 10. Jogar agora →

O que é o jogo, em um minuto

Cada partida sorteia 10 trechos de um banco de 30. Para cada trecho, três botões: o autor correto e dois distratores plausíveis (escolhidos para forçar você a lembrar nuances entre autores próximos). Você responde, vê a obra, o ano, uma explicação didática e o link da fonte. Ao final, recebe uma pontuação de 0 a 10 e uma classificação que vai de "Estudante de primeiro semestre" a "Marxista certificado". Tudo no navegador, sem cadastro, em ~3 minutos por partida.

Os autores no banco

O banco prioriza obras canônicas que circulam no debate político brasileiro. Clássicos europeus: Marx + Engels (agrupados, porque metade da obra foi co-escrita), Lênin, Rosa Luxemburgo e Antônio Gramsci. Tradição revolucionária do século XX: Mao Tsé-Tung e Che Guevara. Marxismo brasileiro: Florestan Fernandes, Caio Prado Jr., Octavio Ianni, Milton Santos e Carlos Marighella. A distribuição é cuidadosa — 6 cenários de Marx+Engels, 4 de Lênin, 4 de Florestan, 3 de Rosa, 3 de Gramsci, e assim por diante. Niveis de dificuldade vão de fácil (citações canônicas como a abertura do Manifesto) a difícil (formulações pouco conhecidas dos *Cadernos do Cárcere*).

3 dicas para reconhecer quem disse o quê

Olhe para o vocabulário, não só para o tema. Marx e Lênin escreveram sobre o Estado, mas com gramática diferente: Marx tende a formulações dialéticas longas; Lênin é mais polêmico, ataca adversários nominalmente. Gramsci tem vocabulário próprio — "hegemonia", "guerra de posição", "intelectual orgânico" — herdado de Croce e da filosofia italiana.

Cuidado com Marx + Engels. Várias frases famosas (incluindo a abertura do Manifesto e a maior parte d'*A Ideologia Alemã*) são co-assinadas. Por isso o jogo agrupa os dois numa só opção — evita disputa "quem escreveu o quê" que dependeria de cartas privadas.

Brasileiros têm marca regional. Caio Prado fala de "colônia" e "comércio europeu"; Florestan fala de "burguesia dependente" e "atraso como arma de classe"; Milton Santos fala de "território" e "perversidade sistêmica". Uma vez que você ouve o léxico, fica difícil errar.

Distratores que mais derrubam jogadores

Os distratores não são aleatórios. Quando a citação é de Rosa Luxemburgo criticando o bolchevismo, o distrator-cilada é Lênin — porque é ele o criticado. Quando é Gramsci falando de hegemonia pedagógica, o distrator é Florestan Fernandes, que traduziu Gramsci para o contexto brasileiro. A regra editorial: o distrator é sempre plausível dentro da mesma família teórica, nunca um autor de outra galáxia como Adam Smith ou Heidegger.

Como aprofundar

Se você quer ler antes de jogar (ou depois de tirar nota baixa), três caminhos rápidos:

  • Manifesto Comunista — texto curto, escrito em 1848, ainda é a melhor porta de entrada no marxismo
  • *Formação do Brasil Contemporâneo* (1942) e *A Revolução Burguesa no Brasil* (1975) — Caio Prado e Florestan, os dois clássicos para entender por que o capitalismo no Brasil não cumpre as promessas que cumpriu em outros lugares
  • *Cadernos do Cárcere* — Gramsci. Edição brasileira da Civilização Brasileira em 6 volumes. Pode começar pelo volume 2 (intelectuais e educação) se o 1 assustar

O Jovem Comunista publica textos de introdução a cada um desses autores na categoria Teoria Marxista e Marxismo Brasileiro.

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